domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Meu dia de Giselo: tudo pelo Natal
Santa Maria Madalena, valei-me, como bem dizia a dona Dercy. Não é que daqui a pouco já é Natal? Bom, se é para entrar no clima de Jingle Bells, já vesti a camisa (digo, a roupa) de Papai Noel. Para caprichar na produção, saí de casa e fui para uma sessão de fotos no estúdio da Jô Capusso.Não é que eu encarei os flashs como um profissional? Acho que o espírito da Gisele Bündchen baixou em mim. Vejam o antes e o depois e tirem suas conclusões. Até a dona Jô, que é fera, elogiou a minha atitude feliniana de ser. Agora, depois de estrear diante das lentes com dois meses e alguns dias, é só esperar pelos contratos de publicidade. Ou não me chamo Odorico, o gato. Em tempo: entrem no site da Jô (www.petbookday.blogspot.com). Tem cada pose ...
Duquesa, a legítima
Gente ... Não frequento o Castelo de Caras não é nem por falta de convite da Valença e da Elenice. Mas olhem só a minha amiga, a Duquesa. Esta, sim, é uma nobre de estirpe. Reparem no porte de majestade dela, digna de uma princesa da Eurásia. Finérima, Duquesa, que é filha da minha comadre Jô Capusso, não põe suas delicadas patinhas para fora de sua cobertura sem, ao menos, um colarzinho de plumas. Tão básico quanto um modelinho da Chanel.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Passadeira voadora
Adoro a noite. Basta meu pai colocar a chave na fechadura da porta que eu já estou lá, a postos, miando no escuro para ele me achar. Quase sempre me escondo dentro do sofá-cama. Aí ele chega, coloca a bolsa no balcão da cozinha, atravessa a sala, levanta a cama e lá estou eu, risonho e falante, pedindo para ele me tirar dali. Lógico que sei muito bem sair sozinho. Mas adoro chamar a atenção dele. Livre pela casa, aí eu pinto e bordo. Assumo o controle. E ele fica atrás de mim o tempo todo. Vira e mexe tropeço no pé dele ou o pé dele tropeça em mim. Eu já disse: este apê é pequeno demais para nós dois... E repare que ainda estou em plena fase de crescimento. Depois que ele janta (e eu também), aí é que o circo pega fogo. Acho, aliás, que tenho uma inegável vocação para boêmio. Nada de bebida ... Por enquanto só tomo água e olhe lá. Por enquanto, repito. Mas eu falo isso porque é à noite que eu mais apronto. Viro livros, derrubo cinzeiros, lambo sabonete, me penduro nas cortinas e, acredite, acho que acabo de inventar uma nova modalidade de skate. Em vez de prancha, pego embalo e flano em cima da passadeira que escorrega igual a quiabo sobre o chão de cimento queimado. Outro dia corri tanto que fui dar com o nariz na porta. Bem-feito para mim. Da próxima vez vou ter de calcular direitinho a distância. Ou emprestar os óculos do meu pai para enxergar melhor.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Fina estampa
Estou desconfiado de que sou um gato. É o que todos falam a meu respeito. Mas, repare: entendo isso não como substantivo, mas como adjetivo. Prova disso foi minha estreia na clínica veterinária. Pleno sábado de feriado, meu pai inventou de me levar para a dra.Vivi, nossa vizinha aqui na praça. Tudo bem que no caminho fui sacolejando dentro de uma bolsa e miando (berrando mesmo) igual a um condenado caminhando para a forca. Pura dramatização para chamar a atenção. No pequeno trajeto, paramos na dona Gilda, lá na barbearia e tabacaria. Ela só foi elogios para mim. Como ela sabe agradar... Já nas mãos delicadas da doutora do Totó & Bichano, mais carinhos. Foi aí que ela me pegou de jeito e enfiou um comprimido em forma de peixinho goela abaixo. Resmunguei, pulei, mas não teve jeito. As mãos carinhosas tornaram-se firmes repentinamente e seguraram minha pequena mandíbula de tal forma que acabei engolindo o tal do vermífugo (pior que ainda vou ter de repetir a dose mais vezes). Para completar, se já não bastasse essa tortura, ela ainda pegou a tesoura e cortou minhas lindas unhas. Que ódio! Um felino sem garra é pior que meu pai sem óculos. Para compensar, depois de todo esse tormento ganhei mais paparicos, uma coleirinha e uma gravatinha vermelha (que eu quase detonei quando cheguei em casa). Na saída, meu pai inventou de comprar xampu. Não sou oráculo, mas já vi que vem banho pela frente. Ai minha Nossa Senhora das Angústias ... Dai-me paciência e a ração nossa de cada dia. E me leva para Granada antes da ducha. Amém!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Gato de botas, não. Odorico de óculos
Nada como um par de óculos e um dia inteiro para vadiar. Bastou eu dar um empurrãozinho para a armação amarela e empoeirada despencar no tapete. Lógico que caí em cima. Joguei para o alto, mordi as pernas dos óculos, lambi as lentes .... Mas, de repente, levei um baita de um susto. Tudo começou a ficar mais brilhante e desfocado. Foi aí que eu entendi: meu pai é míope. Coitado, não enxerga um palmo além do próprio nariz. Agora eu sei porque ele vive pisando no meu rabo. Isso é que dá eu ficar grudado em cegueta.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Olhem a perturbada da Praça Roosevelt
Gente..... Esta é Sofia, a gata perturbada da Praça Roosevelt. Ela é linda, fofinha, peludinha. Mas não se enganem: é uma fera. A perna da mãe dela, a 'tia' Ângela, sabe bem disso. Vive arranhada. Quando a gente pensa (gato também pensa, sim, viu!) que Sofia está calma, tranquila, dócil, aí é que ela torce o rabo (embora não seja uma porquinha). Ela vem e ataca com suas garras afiadas sem dó nem piedade. Vaidosa que é, a bichana só se acalma quando ganha blush no focinho. Ela adora! E a dona Ângela mais ainda. Deixa eu crescer... me aguarde amiga Sofia. Vou acabar com essa sua valentia perturbada. Ou não me chamo Odorico, o gato.
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